TRATAMENTO INICIAL
A única maneira de corrigir este problema é cirurgicamente. Esta cirurgia inicial é tentada o mais rápido possível (alguns bebês operaram algumas horas após o nascimento), mas às vezes os bebes possuem outras complicações que atrasam tal cirurgia. Inicialmente tenta-se desfazer a fístula com a traqueia (se houver) como forma de evitar possíveis complicações respiratórias. A seguir é feita a tentativa de unir os dois cotos (ou partes) do esôfago, tal cirurgia normalmente é realizada com acesso pelas costas, logo abaixo da clavícula. Entretanto, quando a distancia entre as duas partes do esôfago é grande (maior que dois corpos vertebrais) ou uma das porções seja inexistente, não é possível realizar a cirurgia definitiva neste momento. Geralmente os médicos optam por fazer uma esofagostomia (desvio da parte de cima do esôfago para a lateral do pescoço, criando uma via por onde a saliva ou o que se ponha na boca pode sair sem correr o risco da criança aspirar) e uma gastrostomia (procedimento em que se cria uma via na parede do abdomem (barriga) por onde entrará os alimentos, agua, medicamentos...).
Alguns médicos recorrem também a uma técnica chamada “esticamento de esôfago”, mas não entendemos ser uma boa técnica por fazer as crianças ficarem muito tempo internadas e sujeitas a muitas complicações. Nestes casos, possivelmente as crianças manterão durante tal tempo nutrição parenteral (pela veia).
Um bebê que não possua outras complicações e não é prematuro, costuma ter alta entre 15 a 30 dias após a correção definitiva. Os bebes que não conseguiram corrigir logo e fizeram esofagostomia e gastrostomia também costumam ter alta logo, em até 1 mês. Neste ultimo caso, espera-se que comecem a andar, estar com peso adequado a idade e com boa saúde para fazerem a correção definitiva. Sabe-se de bebes que fizeram a correção tardia, antes mesmo de andar totalmente e com menos de 10 quilos (muitos médicos exigem tal peso). Mas isso depende de médico pra médico.